Sem Tetos ao combate

 

A violência contra os trabalhadores se espalha. A PEC 241, aprovada no congresso faz o salário mínimo virar pó. Se corrigido pela sistemática atual, em 2036 o salário mínimo valerá R$7.082,06. Com a PEC 241 cairá para R$ 2.439,76. Será comido ano a ano. Em 20 anos, em 2036, perderá R$ 4.642,30. Esta desvalorização do salário impactará negativamente no rendimento de todos os trabalhadores. Domésticos, operários, funcionários públicos, prestadores de serviços e aposentados. A violência econômica já bate na porta de quem vive do trabalho e baterá mais forte daqui pra frente. O desemprego já atinge 12 milhões de pessoas. Esta situação ligada ao trabalho informal e os baixos salários que não cobrem as necessidades das pessoas levam o caos na vida dos trabalhadores.

Combinado com o ataque aos salários a PEC 241 busca aniquilar a previdência, a saúde, a educação e a assistência social. Isto tudo para aumentar a exploração dos trabalhadores. Impondo-lhes um massacre econômico e social.

Para isso aprimoram uma máquina de opressão mortífera. Nos últimos cinco anos foram assassinadas no Brasil: 278. 839 pessoas. Lá na guerra da Síria foram assassinadas 256.124 pessoas. Ou seja, matou-se mais no Brasil do que no mesmo período lá na guerra. É uma situação desastrosa tanto para os sírios quanto para os brasileiros.

O quadro econômico que se aprofundará agravará a fome e a desesperança para os trabalhadores.

Os sem tetos serão atingidos em cheio. A máquina opressiva do Estado – Forças de Segurança, Judiciário e mídia oficial, etc. agirão para proteger as propriedades, aqueles que mandam no Estado e os interesses econômicos em geral.

Aos trabalhadores e sem tetos só resta o combate. Combater pelos seus direitos e pela Justiça. Ocupar as propriedades abandonadas, buscando um refúgio para proteger suas famílias e lutar por justiça.

A justiça agora se expressa pela ocupação das propriedades fora da lei. Das propriedades sem função social e que impede, que milhões de trabalhadores tenham uma casa para morar.

Enquanto os estudantes ocupam as escolas e travam uma luta justa para salvar a educação. Nós sem tetos, ocupamos imóveis abandonados fora da lei para assegurar a justiça social e conquistar nossa moradia.

Irmanamo-nos todos: estudantes, sem tetos e trabalhadores na luta por justiça. Esta ação de ocupação de imóveis abandonados tem como fundamento a proteção de nossos filhos e de nossas famílias.

São Paulo, 31 de outubro de 2016

FLM – Frente de Luta por Moradia

Fonte: https://ninja.oximity.com/article/S%C3%A3o-Paulo-come%C3%A7a-a-semana-co-1

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